3 de novembro de 2012

Geist: Devoradores de Pecados [Versão Resumida]


Um jogo de narrativa sobre segundas chances

Nada define melhor a vida do que a sombra da morte. Cada apetite que sustenta um ser vivo é uma contra-reação a inevitabilidade do fim. A fome é um aviso contra a morte por inanição. O desejo sexual está enraizado no instinto de deixar um filho, para que sua linhagem possa continuar quando seu corpo finalmente parar, e é verdade que até mesmo o ato sexual já foi chamado de “a pequena morte”. Até mesmo as nossas produções maiores como as artes e a espiritualidade podem ser vistas como o desejo de encontrar alguma coisa que possa durar além da morte de um indivíduo. A sombra do ceifador é o que dá a vida o seu significado.

No Mundo das Trevas, ninguém está mais consciente desta dicotomia do que aqueles que morreram e retornaram a vida. Não mortos-vivos, ou revenants, ou fantasmas, mas seres humanos vivos que foram atados por correntes etéreas as forças da própria morte. Eles carregam Geists dentro se si, sombras espectrais que são mais do que fantasmas. Eles são Devoradores de Pecados, os guardiões das chaves.

Geist é um jogo sobre suas histórias.

O que você faria se você retornasse das portas da morte? Como você passaria sua segunda vida? Estes são os questionamentos que todo Devorador de Pecados fazem em razão do Evento, a expressão que estes usam para designar a experiência de quase-morte, ou mais freqüentemente, do verdadeiro momento da morte. Em segundos, a antiga vida se vai. E em uma pausa, um fragmento do limbo que dura instantes ainda que pareça eterno, uma nova vida é oferecida.

O problema é que a coisa lhe oferecendo uma nova vida não é um deus, ou um anjo. É alguma coisa como um fantasma, mas que não é extamente. Um espectro que é como uma representação da forma da morte e o restante de uma consciência humana… talvez até mais do que isso. A oferta vem de um Geist. E quando ela é aceita, tudo muda.

Com o retorno para a vida, você está agora irrevogavelmente atado ao mundo dos mortos. Você pode ver fantasmas ao seu redor e ouvir seus clamores por ajuda ou uivos de raiva. O geist dentro de você pode manifestar sua própria força sepulcral para protegê-lo, conjurando fantasmas, esmagando objetos com a terrível força de um poltergeist ou então formando formas ainda mais surreais. Você tem poder, embora não seja inteiramente seu. E você possui uma segunda chance de vida para fazer o que você precisa.

Cada geist anseia por alcançar coisas deixadas sem término. Mas que mortais valem a intercessão? Qual dos mortos sem descanso precisam ou merecem ajuda?

Do que vale uma segunda chance? E como você se mantêm sem desperdiçá-la?


Traduzido porDiego Suzanuwo e Marcos Slambrer





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3 comentários:

  1. Para mim, este é o melhor título do novo sistema Storytelling. Pena que, dificilmente o veremos traduzido oficialmente.

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  2. Esse eu não conhecia, mas sempre quis compreender melhor esse tipo de material. Os jogos da linha do novo mundo das trevas são ótimos.

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  3. Geist seria a contraparte de aparição?
    Vou conferir, sempre tive vontade de adicionar esses elementos nas minhas histórias.
    Será que teremos uma releitura de Vampiros do Oriente tmb?

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